Jotunheimen - Paulo Miranda

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Galdhøpiggen

6º dia - 08/02/2017

No dia 7/8, a ideia era pegar o ônibus Spiterstulen/Lom às 9:35, que chega no destino às 10:35 e, em seguida, pegar o das 13:30 para o refúgio Juvasshytta. Porém, logo após o café no Spiterstulen, liguei para o Juvasshytta e tive a grata surpresa de saber que ele estava cheio. Respirei fundo, fui à recepção e consegui um livreto de turismo, onde achei a pousada Raubergstulen, no caminho para o Juvasshytta (10 quilômetros antes) e que oferecia subidas guiadas ao Galdhøpiggen, através da geleira Styggebrean. Com um telefonema, reservei meu lugar e, com isso, o mundo voltou ao normal. Às 10:35 cheguei em Lom, o que me deixava três horas pra rodar pela cidade, visitar a antiga igreja de madeira (stavkyrkje) e almoçar... sem pressa. Às 14:05 desembarquei em frente à pousada com todo o resto da tarde pra não fazer absolutamente nada.

No dia seguinte (8/8), às 8:30 já estava do lado de fora do refúgio, junto com umas 30 pessoas, a receber as instruções do guia(1). Neste momento foram distribuídas as cadeirinhas de segurança (baudrier) para a travessia da geleira e passadas algumas informações para, em seguida, pegarmos os carros em direção ao Juvasshytta, ponto inicial da caminhada. Consegui uma carona com uma mulher que estava com a filha e a neta de uns 7/8 anos. Como podem ver, passeio de família.

Do estacionamento do Juvasshytta até a borda da geleira é uma caminhada de uma meia-hora por uma trilha repleta de pedras, só pra variar. Chegamos na borda da geleira por volta das 10 horas da manhã, onde todos os participantes se uniram a uma longa corda e partimos parecendo uma centopeia humana rastejando pela neve. Com direito a passar a uns dois passos de uma greta. A travessia da geleira termina na base da longa crista nordeste do Galdhøpiggen, a uns duzentos e poucos metros verticais abaixo do cume e a um quilômetro de distância, conforme o mapa da UT.no: essa é uma subida mista, isso é, com trechos de rocha e neve mas sem nenhum problema nem perigo.

Por volta das 13 horas estávamos no topo da Noruega, que mais parecia um domingo no parque de tanta gente. Pra se tirar uma foto no cume, propriamente dito, era um exercício de paciência. Em seguida catei um lugar para lanchar, apreciar o lugar e tomar consciência de se estar ali, no ponto mais alto do norte da Europa. Desde o início da caminhada, ainda antes de se pisar na geleira, o cume esteve o tempo todo encoberto mas, de repente e por brevíssimos segundos, o céu se abriu, o sol atingiu o cume, houve um coro de alegria formado por dezenas de vozes, inumeráveis cliques de câmeras fotográficas e... a nuvem voltou a encobrir tudo outra vez. Às 13:45, conforme determinado pelo guia, já estava no ponto de encontro para a descida; não sem antes comprar um imã de geladeira do Galdhøpiggen no abrigo de pedra do cume: um típico lugar turístico.

À medida que se desce em direção à geleira Styggebrean, pode-se admirar a mesma escorrendo das encostas do Galdhøpiggen em direção ao vale Visdalen, onde eu tinha estado há dois dias. Já no meio da geleira, as nuvens em torno do cume se abriram por um lapso de tempo, o suficiente para uma rápida foto e... o cume voltou a ser envolvido pelas nuvens; dessa vez, definitivamente. Por volta das 18 horas já estava de volta à pousada. Agora era só esperar o dia seguinte pra pegar o ônibus pra Lom, que passa em frente ao Raubergstulen às 10 horas da manhã(2).

  1. As informações de horários na subida ao Galdhøpiggen, no dia 8/8, são aproximadas pois não anotei no caderno e perdi os dados do GPS.
  2. Esse é um dado importante: há uma sincronia entre os ônibus matinais que fazem as linhas Juvasshytta/Lom e Spiterstulen/Lom e o que parte às 10:40 de Lom para Oslo. Para informações mais detalhadas, ver o item Transporte na página Projeto. Lembrando que esses horários se referem ao verão de 2017

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